Quem sou?

Trabalhando em editoras a princípio no departamento de comunicação e marketing, graças a minha formação inicial em publicidade, fui cada vez mais me encantando com o departamento ao lado, o editorial.

Ficava maravilhada com a transformação de um original, de grande potencial, sem dúvida, mas muitas vezes incompleto e confuso, em um livro publicável. Algumas vezes, tratava-se de esculpir, dar forma, organizar o conteúdo e desbastar os excessos para liberar o que o autor queria, de fato, expressar. Um trabalho artesanal, delicado e recompensador.

Com o tempo, transferi-me para o departamento editorial, onde tive o prazer de ajudar muitos autores nessa tarefa. Depois, tornei-me tradutora (do francês e do inglês) e editora freelance exatamente para me concentrar no trabalho de escultura de um texto, seja traduzindo, copidescando, preparando textos, seja escrevendo pareceres de livros para editoras. Em contato com a minha experiência profissional, foi Alessandra Pires, d’O Agente Literário, quem me chamou a atenção para o instigante serviço de coaching literário para autores independentes.

Nesse trabalho, meu papel é apoiar autores na travessia de um original com problemas até um texto ou livro publicável, mostrando-lhes que a escrita é um processo de aprendizagem tão prazeroso quanto árduo, pois não se restringe a uma descarga emocional de palavras sobre o papel ou a tela de computador num momento mágico de inspiração. No poema Procura da poesia, Carlos Drummond de Andrade diz isso com maestria: “O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia […] Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos”.

Faz tempo que sou apaixonada pelo texto, pela expressão de ideias e de sentimentos por meio da palavra escrita. Desde cedo, sempre que lia um texto de livro, jornal, revista e o que mais caísse em minhas mãos, ficava intrigada em desvendar o modo como seu autor o havia construído, criado a sensação de tensão ou de suavidade, a passagem do tempo, os odores, os ruídos ou os argumentos para me convencer de uma ideia.

O estudo dessa armação ou amarração textual se tornou mais consciente para mim durante a graduação em publicidade e propaganda, na Metodista, onde aprendi muitas coisas sobre o texto, principalmente que ele precisa ser capaz de captar e manter a atenção do leitor, valendo-se do equilíbrio entre a poética e a informação.

No curso de filosofia, na FFLCH-USP, minha curiosidade pelo estudo da expressão de ideias pela palavra escrita se tornou ainda mais visceral. Tratava-se de entender a construção da linguagem como o recurso fundamental para afirmar algo para além do senso comum: escrita e reescrita como a própria construção do pensamento crítico.

Na faculdade de jornalismo Cásper Líbero, aprendi a construir e admirar textos claros e diretos, e também a traduzir discursos difíceis em discursos compreensíveis para o grande público. Como diz o grande Graciliano Ramos: “A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer”.

Sou mestre em Antropologia pelo Departamento de Antropologia Social da Universidade de São Paulo, onde atualmente realizo uma pesquisa de doutorado sobre performance e arte contemporânea afro-brasileira em São Paulo. A pós-graduação em Antropologia tem me desafiado a escrever numa estrutura científica a poesia cotidiana das pessoas com quem dialogo durante a pesquisa de campo e bibliográfica. Como antropóloga, além da pesquisa acadêmica, atuo na pesquisa e produção de livros, audiovisuais, relatórios e exposições relacionadas à cultura, identidade, memória, patrimônio material e imaterial.

Textos… sejam eles  publicitários, filosóficos, jornalísticos, antropológicos, literários… textos são escritos com palavras. A inspiração é apenas o primeiro passo da transpiração-travessia que um autor precisa empreender para escrever seu texto. Prazeroso? Sem dúvida! Trabalhoso? Certamente! Por isso, proponho-me a ajudar você a escrever o seu.

Adriana de Oliveira Silva

Adriana

Alguns produtos de minha autoria

Autora

– livro Caminhos do Divino: festa e cultura popular em São Luiz do Paraitinga e Lagoinha (Melhoramentos, 2013)

Co-diretora e roteirista

– documentário sobre Sem folia nóis não fica, um filme a folia e a festa do Divino (Lisa/USP e Anthares Multimeios, 2014).

Co-organizadora

– livro Bixiga em Artes e Ofícios , com a profa. do depto de antropologia da USP Rose Satiko Gitarana Hikiji (CPC/Edusp, 2014).

Prêmio

Prêmio FNLIJ Monteiro Lobato – A Melhor Tradução/Adaptação de Informativo

– livro Todo dia é dia de Malala, de Rosemary McCarney (Melhoramentos, 2014).

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